
quarta-feira, 26 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008
Injustiça do Trabalho
E....., "na Justiça do Trabalho, vale mais uma mentira do reclamante que vinte verdades da reclamada".
E no entanto "É impossível ter um juiz condenado ou disciplinado para incompetência, abuso de poder, arrogância, ou decisões arbitrárias e injustas. Um processo contra um juiz tem que ser apresentado ao Corregedor do Tribunal Regional para qual pertence a Vara.
A Justiça existe para fazer justiça. Castigar os culpados e proteger os inocentes. Quando ela não faz, então ela não é mais uma Justiça mas uma Tirania Judicial."(Werner von Domarus)
Para completar:
O advogado Batuíra Pedroso argumenta que o trabalhador entra na Justiça contra a empresa até por motivos emocionais. “A maioria das ações trabalhistas é movida por demitidos. Eles precisam provar à família, ao mundo e a si mesmos que perderam o emprego porque houve uma injustiça”
“A lei precisa ser modernizada, mas isso não significa retirar direitos dos trabalhadores”
CHEGA DE TANTA INJUSTIÇA
Barbara Lube, administradora e vítima das injustijas da justiça do trabalho.
AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA
Luiz Gonzaga de Sousa
Uma lista muito grande de juízes e promotores jovens, obviamente tem dado conta de seu trabalho. Por outro lado, um número bastante expressivo desses mesmos profissionais trabalha com uma ditadura insuportável, correndo até o risco de que alguém possa se investir contra eles. Não se pode trabalhar sem primeiro buscar ouvir ao máximo que puder, para em seguida extrair as suas próprias conclusões, mesmo que não sejam necessárias e suficientes. Somente a humildade é o bastante, para que se possa trabalhar seriamente. Entrementes, pode-se ter a justiça, ao se aproximar muito dela com paciência, e não se ter a dicotomia de uma sociedade desigual onde existe justiça com injustiça, pois se isto acontecer, a vida social transforma-se em uma baderna incontrolável.
Não é importante ver as aparências, aquilo que alguém diz que ocorreu, e existem indícios. Isto significa dizer que a pessoa não se pode levar pelas emoções, esquecendo que a veracidade dos fatos tem que estar sempre presente, e a tomada de decisão frente a um problema social, não deve tender para um dos lados. Deve-se compreender o contexto em que esta questão foi submetida e tentar dentro do possível, dá ajuda aos envolvidos na questão ao ser o mais coerente no uso da razão, que corrige ajudando e não penaliza, degradando aquele que já se acha humilhado. É uma missão difícil, a de julgar alguém, ao se ver que todos participam de uma mesma situação de maledicência e inferioridade, e é nisto que acontecem as injustiças, por conseqüência, uma aplicação desigual da Lei que deveria ser uniforme para todos.
Não se deseja que juízes e promotores vivam sob o comando de religiões que não ensinam as boas maneiras de ser, de viver e de participar de uma sociedade, quer seja desajustada ou não, tal como às condições individuais de cada grupo que ainda não compreendeu o porquê de sua existência. Exige-se que as pessoas que tenham o poder de julgar, não possam aplicar Leis que eles próprios não utilizam para o seu auto-julgamento. Pois os delitos de autoridades que aplicam as Leis não têm a sua punição igualmente como réu, porque os seus colegas não deixam que isto aconteça. Isto é um fato inconteste, não somente quanto a juizes e promotores, mas do mesmo modo, com policiais civis ou militares que abusam de sua autoridade e não têm qualquer punição, pois para tal caso a própria Lei lhes protege.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Ninguém desmoraliza o Judiciário!
Sérgio Couto *
As CPIs em curso têm revelado alguns tropeços morais de uns poucos integrantes da magistratura nacional. A divulgação dessas notícias tem sido interpretada por alguns magistrados como uma campanha orquestrada pela imprensa, visando a desmoralizar o Poder Judiciário. Seguramente não se trata disso. Notícias são notícias. O Poder Judiciário e as demais instituições democráticas são indesmoralizáveis. Desmoralizáveis são, sim, alguns de seus integrantes - a minoria, graças a Deus! -, que, por serem humanos, cometem seus erros.
Ninguém está orquestrando nada. É dever cívico de todo cidadão responsável denunciar os desvios cometidos pelos integrantes de qualquer dos três poderes constituídos e exigir as punições correspondentes. Criminoso é calar diante da falcatrua. Isso, e não aquilo, é que enfraquece a democracia. Se assim antes já tivéssemos agido (a Itália assim fez há mais de 10 anos), talvez não estivéssemos a braços com tantas irregularidades.
O povo brasileiro tem demonstrado ter maturidade suficiente para superar suas crises institucionais, sem resvalar para o arbítrio. Tanto é que defenestrou, pacificamente, um presidente da República. Tem cassado e encarcerado parlamentares, policiais e militares corruptos, sem que as instituições tremam. Por que, então, seria diferente com a magistratura? Os membros do Poder Judiciário não são intocáveis. Estão pagando, sim, um alto preço pelo erro crasso de terem se feito passar por vestais.
Ao longo de meus 30 anos de esforçado exercício ininterrupto da advocacia, tenho colecionado bons e maus exemplos provindos dos membros da magistratura. Mais bons do que ruins, afirmo por dever de Justiça. Digam o que digam, aconteça o que acontecer, nossa magistratura é boa. Mas não é infalível. Por isso, como advogado e como cidadão, sinto-me autorizado a fazer críticas que faço, exercendo construtivamente o sagrado direito que todos nós temos, de discordar e apontar o que se acha ser errado.
Há algumas semanas fui condenado pela Justiça do Trabalho a devolver os honorários profissionais que recebi há mais de cinco anos, decorrentes de muito dispendioso e sacrificado trabalho, sob o argumento de que outros trabalhadores, que nunca me prestaram serviço, deveriam receber primeiro que eu. Eu agira, portanto, em fraude a credores. Muito bem. Os advogados de nosso escritório vivem exclusivamente de seus honorários. Nada recebemos dos cofres públicos. Somos trabalhadores honestos como quaisquer outros. Nosso trabalho honrado não é melhor nem pior do que nenhum outro. Recebemos legalmente o que nos era devido porque trabalhamos honestamente para ganhar. Não enganamos ninguém, não trapaceamos, não fizemos nada ilegal, imoral ou aético. Mas fomos condenados a devolver e teremos de recorrer para corrigir a iniqüidade, até para repor nossa honra atassalhada.
Nem por isso tenho deixado de defender a preservação da Justiça do Trabalho, mesmo sabendo que, aqui no Pará, alguns juízes trabalhistas não respeitam os advogados nem as partes. Usam termos grosseiros e mal educados em suas sentenças, achando que detêm o monopólio da honestidade e da inteligência. A OAB, que presidi, sempre lutou para modificar esse estado de coisas e, invariavelmente, tem estado defendendo a Justiça do Trabalho como instituição. Nada obstante, ninguém pode calar diante da decisão dos integrantes do TRT-8ª Região (dos quais os representantes da OAB, graças aos Céus, se apartaram), de se autopremiarem com um aumento de quase 200% de seus vencimentos, alegando estarem "defendendo o seu" (não tão "seu" assim, porque se trata de dinheiro público, do contribuinte).
No meu caso, o meu era meu mesmo, e não do contribuinte. Os juízes do TRT-8ª Região ficaram injuriados com um Juiz Federal que mandou bloquear as contas correntes da entidade para evitar o saque. "Um abuso de poder!" declarou publicamente seu digno Presidente. Que posso eu dizer, por terem bloqueado meus bens? A verdade é a seguinte: é um grosseiro sofisma dizer que "sentença não se discute". Qualquer sentença pode e deve ser discutida, sim! Eu não tenho a menor vergonha de falar publicamente da covardia que praticaram comigo. Se o juiz tem o direito de me criticar na sentença e mandá-la para os jornais, tenho eu o direito de falar deles o que penso e publicar em meus artigos.
Os juízes não são melhores nem piores cidadãos que eu. Envergonhado ficaria eu, sim, se tivesse praticado alguma desonestidade, algum abuso de poder ou me aproveitado ilicitamente de meu poder de decidir. Eu, depois de tudo, continuo não tendo nada a temer. Repetiria e repetirei mil vezes o que fiz, porque isso é o meu legítimo e honrado ganha pão. E agora? Recorre, direis! Recorrerei, sim! - respondo.
Mas fica a pergunta que não se cala: o que não deve estar acontecendo com os profissionais liberais, empresários e empregadores em geral, que movem a economia, quando são levados às barras da Justiça do Trabalho, às vezes por pilantras que de lá saem com os bolsos recheados de dinheiro moralmente sujo, porque a JT nunca dá razão ao empregador? Tem-se que acabar com essa história de que decisão judicial não se discute. Se assim devesse ser, os 200% de aumento dos juízes do TRT-PA; os milhões dissipados pelo TRT-SP; o comércio de sentenças do TJE do Mato Grosso; o assassinato do juiz mato-grossense; os processos desaparecidos do TJE-PA, (parabéns, César!); as falcatruas judiciais do INSS; as gangues do Piauí; os desmandos do TJE-ES e as muitas outras bandalheiras judiciais que estão vindo à tona e ainda vião em jorro estariam por aí até hoje abafadas. E nós, cidadãos contribuintes, roubados, mortos ou moralmente estuprados.
O que temos assistido não é nenhuma campanha de desmoralização do Judiciário. Ao contrário, é de moralização, mesmo! E deve continuar! * Advogado, ex-presidente da OAB-PA
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Aula de reciclagem
Chega de dúvidas na hora de separar os materiais para a reciclagem. Duas lixeiras em casa dão conta do recado. Descubra ainda como reduzir seu lixo e o que fazer com pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e outros materiais que também pedem um descarte adequado. Aproveite as dicas e fique em dia com sua consciência e com o planeta
Por Giuliana Capello
Revista Casa Claudia - 10/2008
Que tal uma reflexão rápida: você saberia dizer quantos materiais já jogou no lixo hoje? Do início ao fim do dia, nosso ir e vir vai deixando rastros para trás: embalagens de biscoitos, de produtos de higiene, copinhos de café, sacolas plásticas, restos de alimentos, papéis e tantos outros vestígios que até perdemos a conta. Calcula-se que uma pessoa produza, em média, 1,5 kg de resíduos por dia. Todo esse peso – muito maior hoje do que algumas décadas atrás – destrói o meio ambiente e recai sobre a economia do planeta, condenada a destinar cada vez mais recursos para medidas que são apenas paliativas, uma vez que a solução definitiva está longe de aparecer.
DESEJO ACELERA O DESCARTE
Annie Leonard, especialista em saúde ambiental, mostra em seu recente filme, The Story of Stuff (A Estória das Coisas, www.storyofstuff.com), um dado impressionante: apenas 1% dos produtos consumidos nos Estados Unidos continuam existindo seis meses após a compra. “Vivemos numa sociedade em que tudo é descartável. É preciso caminhar para uma sociedade do durável”, diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu. Criar produtos de vida longa é um dos princípios do ecodesign, que preza a possibilidade de desmontá-los para troca e manutenção, evitando o descarte total. “O problema é que o modismo torna o design efêmero. Quando o consumidor vê um novo visual ou jeito de usar um produto, joga fora o que supostamente ficou inadequado, mesmo que ainda funcione”, explica o professor e pesquisador de ecodesign Antônio Eduardo Pinatti.
A PRÁTICA DOS TRÊS RS
A dica, portanto, é dar preferência a produtos mais duráveis. “Resistir à moda de trocar o celular em menos de dois anos, por exemplo, como faz a maioria dos brasileiros, é outra atitude que ajuda bastante”, diz Heloísa Mello. No dia-a-dia, minimizar o impacto de seu lixo na natureza envolve três lições básicas: 1) reduzir a quantidade de resíduos (veja algumas dicas no quadro à direita); 2) reutilizar materiais, transformando papéis usados em blocos de anotações ou sacolas plásticas em recipientes para o lixo orgânico; e 3) reciclar o que pode ganhar vida nova se for separado adequadamente e destinado à coleta seletiva.
COMO TRATAR OS RECICLÁVEIS
Separar os recicláveis é mais simples do que parece. Entram nessa lista os plásticos em geral, papéis, vidros e metais (latas de bebidas e alimentos). “Não precisa colocar cada grupo em cestos distintos. Essa triagem é feita pelas cooperativas do setor. Basta separá-los do lixo orgânico. Ou seja, duas lixeiras bastam”, diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Remova restos de comida ou outro produto com uma colher ou guardanapo usado. “Uma dica é, ao lavar a louça, colocar as embalagens no fundo da pia e depois passar um fio de água”, ensina Vilhena. Compactar as embalagens poupa espaço em casa e otimiza o transporte. “No caso dos vidros, evite quebrá-los e proteja-os com jornal ou caixa de papelão”, lembra Roberta Martins Saviolo, técnica de reciclagem da Abividro (Associação Brasileira da Indústria de Vidro). Se possível, identifique-os com caneta para evitar acidentes com os catadores.
A DESTINAÇÃO DOS ORGÂNICOS
Nas cidades, o lixo orgânico representa de 40 a 60% do total de resíduos. São restos de comida, folhas e podas de jardim.
BOM PARA A NATUREZA
No Brasil, 1/3 dos alimentos vai para o lixo. Por isso, combater o desperdício é a melhor maneira de reduzir esse volume no meio ambiente. “Antes de comprar, pense no cardápio da semana e compare a data de validade do produto com o tempo estimado para seu consumo”, sugere Heloísa Mello. Além disso, sobras de alimentos podem virar sopas, bolinhos, compotas e geléias. Outra opção é ter uma composteira em casa para transformar o lixo orgânico em composto e adubo para as plantas. Várias ONGs trabalham com diferentes modelos para casas e até apartamentos. O projeto Minhocasa (saiba mais na pág. 126), por exemplo, vende um kit de compostagem caseira com minhocas.
O QUE VAI PARA POSTOS DE COLETA
Sabe aqueles materiais que não se encaixam nas lixeiras coloridas de coleta seletiva? O que fazer com eles? Há casos em que a legislação obriga os fabricantes a recolher os produtos pós-consumo. Em outros, é o consumidor quem precisa se conscientizar para descartá-lo corretamente. Nem tudo está resolvido, mas já existem boas práticas para lidar com esse lixo.
ÓLEO DE COZINHA
Despejado na pia, 1 litro de óleo usado contamina até 20 mil litros de água. Jogá-lo no lixo também não é uma boa opção, pois ele pode vazar no solo, já que muitas cidades não têm aterro sanitário. Uma solução é fazer sabão em casa (vários sites trazem receitas simples). Se for descartar, armazene num recipiente e doe a entidades que reciclam o óleo para fabricar sabão e biocombustíveis. Na região do ABC paulista, o Instituto Triângulo recolhe o óleo nas residências e doa o sabão feito pela entidade.
EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
Anualmente, o descarte de computadores gera 50 milhões de toneladas de lixo potencialmente tóxico, já que contém metais pesados. Antes de jogar fora seu PC, tente doar a alguém que poderá fazer uso dele. “Procure manter a máquina por mais tempo, fazendo um upgrade”, sugere Heloísa Mello. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática e o projeto Metareciclagemrecebem doações de computadores em várias cidades do Brasil.
LÂMPADAS FLUORESCENTES
Lâmpadas incandescentes não oferecem riscos ambientais e devem ser descartadas com o lixo comum. Já as fluorescentes, que contêm mercúrio, merecem um tratamento mais cuidadoso. Algumas empresas desenvolveram tecnologia para a descontaminação e reciclagem do produto, mas poucas cidades têm acesso a esses serviços. Por isso, o melhor a fazer é embalar a lâmpada num saco plástico e colocá-la no lixo orgânico. Veja a lista de empresas que coletam lâmpadas de mercúrio no site do projeto Coleta Seletiva Solidária, do governo federal.
PILHAS E BATERIAS DE CELULAR
As baterias de celular contêm metais pesados perigosos e devem ser entregues pelo consumidor em assistências técnicas autorizadas pelo fabricante ou em postos de coleta. Para pilhas e baterias comuns, a melhor opção são as recarregáveis. A legislação brasileira desobriga o recolhimento pós-consumo por fabricantes que garantem pequenas quantidades de metais pesados nos produtos. “O problema são as pilhas importadas e pirateadas, que costumam ultrapassar esse limite. essas não devem ser compradas”, afirma André Vilhena. Nos aterros, elas não causam danos ambientais porque não entram em contato com o solo e a água. Em cidades que ainda mantêm lixões a céu aberto, o ideal é procurar locais que recolhem pilhas usadas. O site do Ministério do Meio Ambiente traz uma lista com os postos de entrega em todo o país.
ISOPOR
Diferentemente do que se imagina, o EPS (poliestireno expandido) e o XPS (poliestireno extrudado) são recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. “Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto”, diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida. Em Santana do Parnaíba, SP, a Associação Vila Esperança de Materiais Recicláveis (www.avemare.org.br) é uma das cooperativas que recebem o material.
TINTAS E VERNIZES
Latas com restos de tintas, vernizes, impermeabilizantes e outros materiais de construção podem conter substâncias tóxicas e, por isso, não são recicláveis nem devem ser destinadas à coleta municipal de lixo. Se estiver construindo ou reformando sua casa, separe as sobras desses materiais para os caçambeiros, que levam entulho de construção civil para aterros de inertes, apropriados para receber esse tipo de produto. Consulte na prefeitura de sua cidade a lista de empresas habilitadas.
NEM TUDO SE RECICLA
Por mais que sua consciência esteja atenta para o problema do lixo, alguns materiais não devem ser colocados entre os recicláveis, e sim acrescentados ao lixo orgânico. No grupo dos papéis, não é possível reciclar celofane, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, papel-carbono, papel vegetal, papel para fax e papéis encerados ou plastificados, além de papel higiênico, guardanapo e papéis muito engordurados. Já entre os plásticos, poucos ficam de fora. São eles: as embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos e biscoitos) e os plásticos chamados termofixos, usados na fabricação de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos.
TRANSFORMAR É A SOLUÇÃO
Espelhos, cristais, tubos de TV e de computadores, ampolas de medicamentos, cerâmicas e porcelanas também não retornam ao ciclo produtivo. O mesmo acontece com os vidros de janelas e de automóveis, embora eles possam ser doados ou até vendidos para lojas que revendem material de demolição para a construção civil. Na família dos metais, quase tudo se recicla, com exceção de esponjas de aço, tachinhas, clipes, grampos, pregos e canos. Como reduzir ainda é a melhor saída, use sua criatividade para transformar alguns desses produtos em peças de artesanato. O planeta agradece! Só mais um detalhe: se em sua casa os resíduos orgânicos vão para uma composteira, separe os materiais não recicláveis citados em sacos plásticos e entregue à coleta pública de lixo.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Enterprise Resource Planning - ERP
Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos recursos corporativos é um sistema que contempla praticamente todos os processos administrativos comuns da empresa, que estão encapsulados no sistema na forma de regras de negócio baseadas nas "melhores práticas de mercado" e tem como objetivo a consolidação e consistência dos dados a nível corporativo e não departamental, não tem como objetivo a otimização máxima dos processos de um ou outro departamento, e sim da empresa como um todo.
2 CARACTERÍSTICAS DO ERP
São pacotes comerciais de software
Incorporam modelos padrões de processos de negócios ("best-practices");
Constituem sistemas integrados de informações;
Requerem procedimentos de ajuste.
3 EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Em relação aos ERPs, é impossível entender como chegaram a ter sua forma atual sem que estabeleçamos um paralelo entre sua evolução e a própria evolução dos computadores – software e hardware.
3.1 ANOS 60 – BOM (Bill of materials – automatizada)
Os primeiros computadores começaram a ficar disponíveis para o uso comercial prático – ainda que a preços enormes se comparados aos atuais. Nesta época, em termos de apoio operacional à tomada de decisão, uma das primeiras aplicações dos recém introduzidos computadores foi a automatização do tratamento das listas de materiais componentes dos produtos – BOM. Não admira que este apoio gerencial tenha sido tão bem-vindo. Imagine, por exemplo, que uma montadora de veículos nos anos 50 tinha que coordenar – da mesma forma que hoje – listas de materiais de algo entre 5.000 e 10.000 itens de estoque por produto final. O movimento começou nos Estados Unidos. A automatização do tratamento das listas de materiais que os computadores dos anos 60 já conseguiam suportar permitiu que se coordenasse melhor a demanda por itens com seu respectivo suprimento, em termos de o que e quanto produzir e comprar, de forma a trabalhar com estoques menores.
Na medida em que o tempo decorria e os computadores evoluíam, as empresas tentavam aperfeiçoar suas soluções para a questão de coordenação entre suprimento e consumo de itens de estoque.
3.2 ANOS 70 – MRP (Material Requirements Planning)
Já nos anos 70, passou a ser possível acrescentar às respostas a o que e quanto, a resposta a quando produzir e comprar, já que a inclusão da variável tempo de ressuprimento – ou no jargão da área, o lead time de cada item então permitia que se planejassem, não só as quantidades das ordens de produção e compras, mas também exatamente em que momentos futuros estas ordens deveriam ser liberadas e recebidas. Surgia uma poderosa ferramenta de gestão, o MRP. As empresas estavam agora, se usassem adequadamente o MRP, atendidas em suas necessidades de informação para tomada de decisão gerencial, em termos das principais questões referentes à gestão de materiais: o que, quanto e quando produzir e comprar para atender às necessidades futuras de produtos acabados.
3.3 ANOS 80 – MRPII (Manufacturing Resource Planning)
Os computadores entram então, nos anos 80 numa rápida escalada de evolução. Acompanham esta evolução as soluções MRP. Acrescenta-se à solução original módulos para apoio ao planejamento de capacidade produtiva, que passou a se chamar Capacity Requirements Planning (CRP), ou planejamento de necessidades de capacidade produtiva e complementava o MRP de forma importante, afinal, para produzir, não bastam materiais, é também necessário ter outros recursos produtivos. Foram também acrescentados ao MRP módulos de controle. Com os módulos SFC (Shop Floor Control – ou de controle de fabricação) e Purchasing (de controle de compras), fechou-se o ciclo de controle do MRP, que passou a ser um sistema não apenas de planejamento, mas de planejamento e controle de produção. Para diferenciar do MRP simples, rebatizou-se a solução de escopo expandido para sistema MRPII. A sigla agora passa a significar Manufacturing Resource Planning – ou planejamento de recursos de manufatura, para esclarecer que o escopo de tratamento da solução agora não se restringe a materiais, mas também aos outros recursos de manufatura. Observe, entretanto que no coração do MRPII encontra-se o (agora "módulo") MRP.
Ao longo dos anos 80, de posse da solução MRPII, os americanos consideraram que haviam desenvolvido sua resposta aos japoneses. Esta impressão foi tão forte, que uma importante sociedade americana da área, a APICS (American Production & Inventory Control Society - http://www.apics.org), disparou o que passou a ser chamada a "cruzada" do MRPII, uma forte campanha para que as empresas americanas adotassem o MRPII.
Pode-se creditar a isso, pelo menos em parte, a enorme difusão que o MRPII teve durante os anos 80, nos Estados Unidos e em países onde subsidiários suas empresas estavam presentes. Depois de uma década de esforço concentrado, o que se colheu, ao final dos anos 80, não foram só sucessos. Ao contrário, as empresas queixavam-se que o MRPII não estava trazendo os benefícios esperados. Neste momento, começou a ficar claro para as empresas que o MRPII não era nenhuma panacéia mágica e que se elas quisessem que a solução funcionasse, teriam que tratar a questão da implantação do MRPII como uma grande mudança organizacional com as implicações que uma mudança como essa traz.
3.4 ANOS 90 - ERP (Enterprise Resource Planning)
Os anos 90 trouxeram mais evolução aos sistemas computacionais – incluindo as tecnologias de redes e comunicações e, em paralelo, a possibilidade de integração das soluções MRPII desenvolvidas, com outros sistemas corporativos – administrativo, financeiros, fiscais, contábeis, de recursos humanos, entre outros, de forma a oferecer às empresas, não apenas uma solução no âmbito dos sistemas produtivos, mas também contemplasse a integração destes com os outros sistemas do empreendimento. Integração (e não apenas planejamento), agora, era a grande palavra de ordem e trocar interfaces (entre sistemas) por integração dentro das organizações, o grande mote.
Uma nova classe de fornecedores surgiu com soluções de porte expandido em relação ao MRPII dos anos 80 (quando empresas como IBM, com seu COPICS e Cincom, com seu Control Manufacturing tinham papel destacado): SAP, BAAN, ORACLE, QAD, SSA, entre outras dezenas, com soluções para todos os portes e características das empresas. A solução que ofereciam não poderia, segundo eles, ser mais chamada de MRPII, pois o escopo da solução que ofereciam expandiu-se para fora dos limites do setor de manufatura – agora, abarcavam outros setores do empreendimento. Deveriam, portanto ser re-batizadas de novo, para ERP: Enterprise Resource Planning Systems – ou planejamento de recursos do empreendimento como um todo. Note, entretanto no coração do ERP, continua o MRPII.
ERP é uma evolução natural: MRP MRPII ERP, sua diferença básica em relação aos anteriores está na arquitetura, não na filosofia.
Sistemas MRP eram baseados em caracter, escritos com software proprietário e rodavam em hardware proprietário;
Sistemas ERP são desenhados para serem independentes de plataforma, com interface GUI e arquitetura cliente/servidor.
3.5 O MERCADO DO ERP
Atualmente, trata-se do produto com maior taxa de crescimento no mercado de software. Em 1997 os 10 maiores vendedores de ERP faturaram U$5.8 bilhões mais do que em 1996, quando o faturamento foi de U$4.8 bilhões. Os analistas de mercado admitem um crescimento de 30% em 1999. Sabe-se que um dos motivos deste grande crescimento foi o fato de muitas empresas preferiram investir em um sistema ERP a preparar seu antigo sistema para o bug do ano 2000, o que seria um gasto sem melhoria alguma.
Provavelmente, esta taxa de crescimento cairá após o ano 2.000, mas em virtude da busca de competitividade e sobrevivência das empresas, o mercado continuará muito receptivo ao produto. Acredita-se que quando o mercado atingir esta fase não tão fervilhante, alguns vendedores buscarão mais o desenvolvimento de módulos para mercados específicos, além da opção dos módulos gerais.
3.6 O FUTURO DO ERP
Atualmente, o grande desafio entre as empresas é a expansão do ERP, integrando-se com o chão-de-fábrica e mercado externo. Estas empresas procuram na verdade estabelecer um elo de ligação entre clientes e fornecedores, obtendo com isso um tempo de resposta menor ao mercado e uma vantagem competitiva nos negócios. Os vendedores de ERP estão mudando o foco que possuíam nas atividades internas da empresa e voltando as características dos sistemas ao gerenciamento das interfaces do negócio.
Outra mudança que também começa a ser percebida é o interesse crescente no mercado de pequenas empresas. Isto é um processo lógico quando considerado que as maiores organizações já implantaram ou já estão implantados seus sistemas ERP. Também é obvio que o custo do desenvolvimento destes pacotes já está amortizado, assim é possível que comece a ocorrer uma queda significativa no valor de comercialização do ERP e assim uma maior absorção por empresas de médio e pequeno porte.
4 PROCESSO COMPLETO DE ESCOLHA/ IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA ERP
4.1 POR QUÊ UMA EMPRESA ADQUIRE UM SISTEMA ERP?
4.1.1 Vantagens
Terceirização da área de desenvolvimento de sistemas (menor Custo Total de Propriedade - Controle das Despesas de Informática, maior Retorno de Investimento);
Informação consolidada a nível corporativo e não departamental;
Garantia de evolução tecnológica contínua sem necessidade de grandes reinvestimentos de capital;
Aplicação das "Melhores Práticas de Mercado", que estão embutidas nas regras de negócio de um sistema ERP.
4.1.2 Desvantagens
Utilizar o sistema como ferramenta de reengenharia de processos (se houver necessidade de uma análise de OSM esta deverá ser prévia);
Aprendizado dos usuários, a adoção do sistema trará a necessidade de aplicação e novas metodologias e conseqüentemente uma nova cultura;
A somente implantação da ferramenta possibilita cortes de pessoal e custos;
Atende plenamente ás necessidades individuais dos departamentos da forma como cada departamento deseja.
4.1.3 Qual o Melhor Sistema Para o Meu Negócio?
Aquele que você pode pagar;
Aquele que lhe dá o melhor retorno custo/benefício;
Aquele que tem ou permite ter maior aderência ao negócio como um todo;
Aquele que atenda, dentro dos processos administrativos convencionais, aos aspectos fiscais e tributários da localização (Brasil).
5 A EVOLUÇÃO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÕES NUNCA DEVE PARAR
5.1 MÓDULOS HOJE DISPONÍVEIS NA MAIORIA DOS "ERPs"
Módulos relacionados a Operações e Supply Chain Management
previsões/ análise de vendas;
listas de materiais;
programação - mestre de produção/ capacidade aproximada;
planejamento de materiais;
planejamento detalhado de capacidade;
compras;
controle de fabricação;
controle de estoque;
engenharia;
distribuição física;
gerenciamento de transporte;
gerenciamento de projetos;
apoio à produção repetitiva;
apoio à gestão de produção em processos;
apoio à programação com capacidade finita de produção discreta;
configuração de produtos;
5.2 MÓDULOS RELACIONADOS À GESTÃO FINANCEIRA/CONTÁBIL/FISCAL
contabilidade geral;
custos;
contas a pagar;
contas a receber;
faturamento;
recebimento fiscal;
contabilidade fiscal;
gestão de caixa;
gestão de ativos;
gestão de pedidos;
definição e gestão dos processos de negócio;
5.3 MÓDULOS RELACIONADOS À GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
pessoal;
folha de pagamentos;
RH;
6 ESTRUTURA DOS SISTEMAS ERP
6.1 ASPECTOS A CONSIDERAR NA SELEÇÃO DE UMA SOLUÇÃO ERP PARA MÉDIAS EMPRESAS
6.1.1 Expectativas dos Executivos
Que disponibilizem a informação certa e boa na hora certa, nos pontos de tomada de decisão gerencial, ao longo de todo o empreendimento, principalmente em termos do fluxo logístico;
Que forneçam os meios para uma perfeita integração entre os setores da organização através do compartilhamento de bases de dados únicas e não redundantes, nas quais cada elemento de dado esteja em um e apenas um local;
O conceito de ERP ainda não está totalmente maduro:
Há muitos fornecedores de software ERP (mais de 300, talvez), mas nenhum fornece tudo o que é necessário para administrar uma empresa.
ERP não é uma solução de tecnologia, mas de organização.
Aspectos a considerar na seleção de uma solução ERP para médias empresas 90% das implantações de ERP possuem Retorno de Investimento duvidoso, pois o processo é baseado única e exclusivamente no operacional esquecendo-se o lado gerencial e estratégico.
"Leading change: why transformation efforts fail"?
Segundo John P. Kotter (Harvard Business Review - march-april 1995):
Não estabelecer um senso de urgência grande o suficiente;
Não criar uma coalisão forte o suficiente em torno da idéia;
Não ter uma Visão clara que reflita a mudança;
Comunicação falha da nova Visão;
Falha em remover obstáculos à nova Visão;
Não planejar sistematicamente vitórias de curto prazo;
Declarar vitória cedo demais;
Não "ancorar" as mudanças na cultura da empresa.
7 REQUISITOS PARA MUDANÇA
criar um clima favorável à mudança;
estabelecer canais de comunicação;
facilitar fluxo de informação;
definir conteúdos a serem divulgados;
legitimar a mudança;
montar o plano de implantação adequado;
operacionalizar as atividades programadas;
negociar os recursos.
8 TIPOS DE TREINAMENTOS
8.1 ERP - ENTERPRISE RESOURCE PLANNING
Ainda a principal dificuldade para o uso pleno de MRPII/ERP. "Hoje, entretanto, apesar da evidente e impressionante evolução tecnológica, se discutem os motivos por trás da grande dificuldade que as empresas que o adotam têm encontrado ao longo do tempo, em conseguir fazer do MRPII uma ferramenta competitiva realmente eficaz." Volmann et al. (1997), relatam o resultado de uma pesquisa de 1984 na qual uma das perguntas foi:
"Qual é o principal problema que sua empresa enfrentou na implementação do MRP?".
O mais citado já àquela época já foi: "Educação do pessoal". Vários autores continuam confirmando que um dos principais problemas no uso de MRPII/ERP encontra-se no quesito treinamento. Numa pesquisa mais recente realizada pela Deloitte Consulting, no verão de 1998, consistindo em 164 entrevistas em profundidade com 62 empresas da lista da Fortune 500, 88 por cento delas tendo um faturamento de mais de um bilhão de dólares, algumas conclusões são tiradas: todas usam uma das quatro soluções ERP predominantes e líderes em tecnologia: Baan, Oracle, PeopleSoft ou SAP. Foi constatado também que a maioria das empresas já passou pelo que o relatório chamou de primeira onda - a implantação ("go live") dos sistemas, uma questão predominantemente técnica. Entretanto, entram agora numa etapa que pode ser chamada de segunda onda - uma etapa em que as empresas de fato passam a fazer uso de uma percentagem maior dos ERPs, passando a auferir os reais benefícios de seu uso. Isso significa que os reais benefícios dos enormes custos incorridos pelas empresas ainda não puderam ser de fato obtidos.
Mas por quê? Foram levantados os principais obstáculos encontrados pelas empresas antes de o sistema ser implantado e depois de o sistema ser implantado. Em ambas situações aparece em primeiro lugar, como obstáculo principal para a consecução tanto da primeira onda (implantação) como da segunda onda (uso pleno para benefício competitivo), exatamente, o treinamento do pessoal (Deloitte Consulting, 1998). Acadêmicos e práticos parecem unânimes quanto a este ponto. O treinamento dos envolvidos na implantação, nos princípios por trás do MRPII e o efetivo entendimento das potenciais vantagens e pontos fracos do sistema é apontado por todos os autores como condição sine qua non para uma implantação de sucesso. Mas por que ao longo de toda a história descrita do desenvolvimento e uso de sistemas integrados de gestão os principais problemas apontados referem-se recorrentemente ao treinamento do pessoal? Uma das principais razões para que a atividade de treinamento preocupe tanto os responsáveis pela implantação do sistema MRP II, refere-se, à falta de instrumentos adequados de treinamento.
8.2 USO DE MÉTODOS E FERRAMENTAS INADEQUADAS
Ao longo da história e ainda atualmente, continuam-se utilizando dois métodos principais para esta tarefa: aulas expositivas e treinamento "on the job", com o auxílio do próprio software MRPII/ERP adotado pela empresa. Estes dois métodos falham em propiciar um treinamento adequado, principalmente no que se refere à tarefa de administrar eficazmente a produção e os materiais com o MRPII/ERP, ou seja, atingir os benefícios que esta ferramenta de planejamento pode oferecer (e que os fabricantes e vendedores enfatizam tão bem).
Aulas e exposições teóricas sobre MRPII/ERP conseguem apresentar os conceitos ligados ao cálculo de necessidades (que é na realidade bastante simples), mas não permitem às audiências que ativamente aprendam a gerenciar com a ferramenta. São passivos e maçantes. Os exercícios dados em aula não conseguem ser abrangentes e, via de regra, a impressão que fica é a de um sistema simples, de lógica intuitiva e fácil de operar. O uso dos próprios pacotes de "software" pode ser eficiente para o treinamento das pessoas que vão operá-lo, mas não o é, por ser muito complexo, para o treinamento gerencial, que visa um entendimento dos conceitos da ferramenta como um todo. Além disso, o "software" é desenvolvido para que as atividades de entrada de dados seja rápida e eficiente, conseqüentemente, muitas tarefas são divididas, podendo-se encontrar em um software padrão muitos milhares de telas ou transações diferentes. Dessa forma, fica muito difícil perceber o efeito de cada ação, decisão ou política adotada na gestão da produção apoiada por este sistema. A ferramenta de treinamento adequada deveria ter uma complexidade intermediária, entre os exercícios dados em aula e a simulação de operação do próprio "software". Isto só pode ser obtido com um exercício que seja suficientemente complexo para simular todos os principais aspectos e decisões que um sistema MRPII/ERP real apresenta e, ao mesmo tempo, simples o suficiente para permitir um aprendizado mais rápido.
8.3 FERRAMENTAS MAIS ADEQUADAS TRAZEM DESEMPENHO MELHORADO
Visando atender às necessidades apresentadas, referentes ao treinamento gerencial de sistemas do tipo MRPII/ERP, foi desenvolvida uma ferramenta baseada em simulação, do tipo "jogo de empresas" por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte liderada pelo Professor William Berry um destacado autor da área e professor experiente.
O exercício é um completo estudo de caso, no qual os grupos participantes se vêem como a recém empossada diretoria de uma fábrica de equipamentos eletrônicos. Um completo histórico da companhia é preliminarmente descrito, com informações referentes a atuais e potenciais mercados consumidores e quantidades consumidas, fornecedores atuais e alternativos com correspondentes dados de desempenho de fornecimento, descrição da situação atual do processo produtivo, posição dos estoques, equipamento disponível e alternativas de mudanças possíveis, entre outras informações. Os grupos participantes são, então, solicitados, depois de extensivas análises estratégicas e de custo/benefício das informações disponíveis, a tomar uma série de decisões estratégicas, assim como com quais fornecedores passar a trabalhar, que alterações de processo fazer, quais nichos de mercado buscar, quais níveis globais de estoques manter, entre outras. A partir de definida a direção estratégica a ser seguida pela nova diretoria, o grupo é, então, solicitado a gerenciar a empresa operacionalmente, de forma a atingir os objetivos estratégicos pré-definidos. Para tanto, a empresa simulada conta com uma ferramenta MRPII/ERP iterativa, implementada em planilha Excel que os membros dos grupos utilizarão para a tomada de decisão a respeito de o que, quanto, quando e com que recursos produzir.
Tomadas as decisões de planejamento a respeito da produção do primeiro mês, são simulados os eventos "reais" ocorridos no primeiro mês. Para isso, o sistema gera eventos exógenos aleatórios com distribuições probabilísticas coerentes com as decisões estratégicas tomadas inicialmente, assim como desempenho dos fornecedores, quebras de máquinas, demandas semanais por produto, e outros. As ocorrências internas são também simuladas com base nas decisões de planejamento tomadas com o auxílio do MRPII. Boas decisões resultarão em bons níveis de cumprimento do planejado, serviços aos clientes, ocupação de máquinas e mão-de-obra. O simulador é elástico em relação ao desempenho do mês. Em outras palavras, por exemplo, um mau desempenho em termos de cumprimento de pedidos dos clientes ou de qualidade ao longo de um mês faz com que a demanda do mês seguinte seja afetada negativamente. Uma variação excessiva nos níveis de emprego causa impacto negativo nos níveis de qualidade e produtividade. São então emitidos relatórios completos de ocorrência diários ao nível da fábrica, relatórios de nível de atendimento de ordens de clientes, ocupação de equipamentos e mão-de-obra, relatório de receitas, despesas e desempenho, entre outros. Estes relatórios são então analisados e discutidos pelos grupos para que falhas na condução das políticas estratégicas sejam corrigidas. Com base nesta realimentação de informações a respeito do que "realmente ocorreu" ao longo do primeiro mês e com as correspondente nova situação ao final deste, os membros dos grupos são solicitados, após extensivas análises, a tomar decisões de planejamento sobre o segundo mês. Tomadas as decisões do segundo mês, este é então simulado, são gerados relatórios ao final do segundo mês, e assim sucessivamente.
A grande vantagem do treinamento utilizando esta ferramenta é que o exercício é suficientemente simplificado para permitir um treinamento com duração relativamente curta e suficientemente complexo para submeter os tomadores de decisão às complexidades e dificuldades que um sistema MRPII real possui. O resultado é um treinamento intensivo, prático (onde se aprende fazendo, de forma totalmente ativa), abrangente, denso em aquisição de conhecimentos e que aproveita com grande eficiência o tempo do pessoal envolvido.
O exercício permite que o usuário ganhe experiência prática no uso de pacotes MRPII/ERP. Para isso, a ferramenta de simulação inclui os módulos Production Planning, Máster Production Scheduling, Material Requirements Planning, Capacity Requirements Planning e Shop Floor Control, ou seja, os principais módulos operacionais encontrados nos pacotes comerciais. Além disso, o exercício permite ao usuário aprender como estruturar e usar sistemas de controle da fábrica, utilizando conceitos como just-in-time e programação de compras para apoiar o sistema de planejamento e controle de produção. Os recursos necessários para a aplicação do exercício são bastante simples, exigindo apenas salas para aulas teóricas e discussões em grupo, um microcomputador para cada grupo, com Excel instalado, além de acesso a uma impressora para cada grupo, que hoje são recursos facilmente disponíveis tanto em escolas de administração como empresas.
Os participantes fazem a previsão de vendas mensais, agregada em famílias, e planejam a produção de acordo com sua política de estoques, e têm a visão gráfica do que fizeram.
9 RESISTÊNCIA À MUDANÇA
ERPs alteram a posse da informação e portanto o balanço de poder na organização.
A grande interdependência entre as configurações e os participantes, torna qualquer mudança tecnológica basicamente complexa, mas complexidade difere de não – abertura a mudança.
10 REFERÊNCIAS
BIBLIOTECA ON-LINE. Disponível em: http://www.prodel.com.br/ERP.htm#0. Acesso em: set. 2008.
BRETERNITZ, V. J. Os Sistemas Integrados de Gestão "ERP-Enterprise Resource Planning" e uma aplicação em Instituição Financeira. Revista Mackenzie de Engenharia e Computação, Instituto Presb. Mackenzie, v.1, n.1, 2000.
CORRÊA, H. L.; GIANESI, I. G. N.; CAON, M. Planejamento, programação e controle da produção: MRP II/ERP conceitos, uso e implantação. 4. Ed. São Paulo: Atlas, p. 452, 2001.
CORNACHIONE JUNIOR, E.B. Sistemas integrados de gestão: uma abordagem da tecnologia da informação aplicada à gestão econômica,arquitetura, método, implantação. São Paulo: Atlas, p. 262, 2001.
KOTTER, J.P. Provocando a mudança: por que razão os esforços trasformation falhar. Harvard Business Review, março-abril, p. 59-67, 1995.
domingo, 5 de outubro de 2008
Cozinha ecologicamente correta
Os novos conceitos da "cozinha verde" já constituem uma forte tendência que deverá contribuir com soluções para a questão do meio ambiente.
Em todos os setores da sociedade, o comprometimento com a questão ambiental vem crescendo. 0 movimento já é uma realidade que, felizmente, vem se expandindo e até mesmo tomando a frente das legislações sobre o assunto, que muitas vezes chegam tardiamente.
Fatores como redução de custos, racionalização de recursos naturais e energéticos, levam algumas empresas a repensarem seus procedimentos e a procurarem tecnologias que atendam as novas necessidades. A empresa cidadã busca a qualidade nas linhas de produção e no atendimento ao cliente levando em consideração questões ligadas à preservação do meio ambiente.
Na área de foodservice essa conscientização já existe e vem também, a exemplo de outros setores, crescendo. Resultado direto do trabalho de profissionais engajados na defesa do meio ambiente, atuantes nas áreas de projetos, equipamentos e operacional, que dão sua contribuição no sentido de sensibilizar o setor sobre a responsabilidade da temática ecológica e sócio-cultural.
A gestão de uma cozinha é complexa e engloba desde a produção do alimento e serviços até o envolvimento dos comensais e fornecedores. Dentro desse contexto, o planejamento da "cozinha verde" - conceito que representa uma tendência mundial - deve envolver os seguintes aspectos:
Projeto que envolva materiais que minimizem o impacto ambiental e racionalização de uso de recursos naturais.
Lixo: um problema ambiental
Benefícios da reciclagem
Benefícios econômicos da reciclagem
A reciclagem de papel economiza matéria-prima (celulose).
A reciclagem de 1 kg de vidro quebrado (cacos) gera 1 kg de vidro novo, economizando 1,3 kg de matérias-primas (minérios).
A cada 10% de utilização de cacos, há uma economia de 2,9% de energia.
A reciclagem de alumínio economiza 95% da energia que seria usada para produzir alumínio primário.
A reciclagem de lixo orgânico, por meio da compostagem, resulta em adubo de excelente qualidade para a agricultura.
Uma única latinha de alumínio reciclada economiza energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas .
Benefícios ambientais da reciclagem
50 kg de papel reciclado evitam o corte de uma árvore de 7 anos.
Cada tonelada de papel reciclado pode substituir o plantio de até 350 m2 de monocultura de eucalipto.
Uma tonelada de papel reciclado economiza 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível.
A reciclagem de vidro diminui a emissão de gases poluidores pelas fábricas.
A reciclagem do plástico impede um enorme prejuízo ao meio ambiente, pois o material é muito resistente a radiações, calor, ar e água.
A cada quilo de alumínio reciclado, 5 kg de bauxita (minério com que se produz o alumínio) são poupados.
A reciclagem de vidro aumenta a vida útil dos aterros sanitários e poupa a extração de minérios como areia, barrilha, calcário, feldspato etc
Benefícios sociais da reciclagem
A reciclagem contribui para a diminuição do volume de lixo: o Brasil produz atualmente 240 mil toneladas de lixo por dia.
Recoloca no ciclo de produção um material que pode contaminar o solo, a água e o ar.
Dá a destinação correta ao produto que, caso contrário, é muitas vezes acumulado em infectos lixões.
A reciclagem de papel gera milhares de empregos: dos catadores de papel aos empregados em empresas de intermediação e recicladoras.
O Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) fornece manuais e cartilhas que orientam como montar um programa de coleta seletiva.
A reciclagem de plástico no Brasil gera cerca de 20 mil empregos diretos em 300 indústrias de reciclagem.
No Brasil, estima-se que 100 mil pessoas vivam exclusivamente de coletar latas de alumínio para reciclagem, conseguindo um rendimento mensal, cada uma, de três salários mínimos.
fonte: www.napoles.com.br
Reciclagem
Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-los no ciclo de produção de que saíram. E o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.



