domingo, 23 de novembro de 2008

AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA

Luiz Gonzaga de Sousa


Espera-se que a justiça dos homens seja a mesma justiça divina tendo em vista que, justiça deve ser justiça em todos os sentidos, e deve refletir o pensamento do criador de tudo que acontece e existe no planeta terra, sem esquecer o nível moral a que os povos estão submetidos. Clama-se muito por justiça, porém, não se conhece plenamente o seu sentido epistemológico, cujos filósofos pensadores em todos os tempos, não conseguiram ainda delimitar o que se entende por justiça, cujas injustiças tomam posição. Nos países onde existe a pena de morte, quantos crimes foram cometidos em nome da justiça, no entanto se sabe que inocentes foram executados, e o verdadeiro criminoso continua a praticar os seus delitos, sem aqueles que fazem a justiça os importunarem.

Uma lista muito grande de juízes e promotores jovens, obviamente tem dado conta de seu trabalho. Por outro lado, um número bastante expressivo desses mesmos profissionais trabalha com uma ditadura insuportável, correndo até o risco de que alguém possa se investir contra eles. Não se pode trabalhar sem primeiro buscar ouvir ao máximo que puder, para em seguida extrair as suas próprias conclusões, mesmo que não sejam necessárias e suficientes. Somente a humildade é o bastante, para que se possa trabalhar seriamente. Entrementes, pode-se ter a justiça, ao se aproximar muito dela com paciência, e não se ter a dicotomia de uma sociedade desigual onde existe justiça com injustiça, pois se isto acontecer, a vida social transforma-se em uma baderna incontrolável.

Não é importante ver as aparências, aquilo que alguém diz que ocorreu, e existem indícios. Isto significa dizer que a pessoa não se pode levar pelas emoções, esquecendo que a veracidade dos fatos tem que estar sempre presente, e a tomada de decisão frente a um problema social, não deve tender para um dos lados. Deve-se compreender o contexto em que esta questão foi submetida e tentar dentro do possível, dá ajuda aos envolvidos na questão ao ser o mais coerente no uso da razão, que corrige ajudando e não penaliza, degradando aquele que já se acha humilhado. É uma missão difícil, a de julgar alguém, ao se ver que todos participam de uma mesma situação de maledicência e inferioridade, e é nisto que acontecem as injustiças, por conseqüência, uma aplicação desigual da Lei que deveria ser uniforme para todos.

Não se deseja que juízes e promotores vivam sob o comando de religiões que não ensinam as boas maneiras de ser, de viver e de participar de uma sociedade, quer seja desajustada ou não, tal como às condições individuais de cada grupo que ainda não compreendeu o porquê de sua existência. Exige-se que as pessoas que tenham o poder de julgar, não possam aplicar Leis que eles próprios não utilizam para o seu auto-julgamento. Pois os delitos de autoridades que aplicam as Leis não têm a sua punição igualmente como réu, porque os seus colegas não deixam que isto aconteça. Isto é um fato inconteste, não somente quanto a juizes e promotores, mas do mesmo modo, com policiais civis ou militares que abusam de sua autoridade e não têm qualquer punição, pois para tal caso a própria Lei lhes protege.

2 comentários:

Blog da Barbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Blog da Barbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.