quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Saiba como economizar na sua empresa com atitudes ecológicas

26/11/2008 - 09h25 ( - Redação Gazeta Rádios e Internet)
 Flávia Lommez

Em meio a duas crises mundiais, econômica e ambiental, há quem consiga driblar os maus costumes com atitudes ecologicamente corretas e ainda ganhar dinheiro com isto. A administradora e sócia do restaur
ante Spetus Bárbara Lube explica que implantou o projeto "Cozinha Ecologicamente Correta" no negócio e já obteve um lucro de R$ 3.456 reais por ano vendendo óleo, papel, embalagens e latas.

Ela constatou que, nos três últimos meses, reduziu em 56% o consumo de água, chegando a economizar R$ 736 reais na despesa mensal. "Não precisei gastar em torneiras com desligamento automático. O que fiz foi simples e qualquer um pode fazer. Realizo palestras de conscientização para os funcionários e informo aos clientes, através do mural na parede do restaurante, sobre a importância da preservação através da reciclagem e da economia dos recursos que disponibilizamos", explica.

Saiba mais sobre o projeto "Cozinha Ecologicamente Correta"


A empresária Bárbara Lube admite que está longe do ideal, mas acredita que o processo de implantação deste projeto não é rápido e requer adaptação aos novos hábitos. "É importante que os donos saibam como instruir os funcionários e difundir esta idéia. No começo há certa dificuldade, te chamam até de 'mão de vaca' quando você quer poupar. Mas com o tempo eles aprendem a levar este aprendizado para casa", conclui.

Adotar medidas ecologicamente corretas não significa, necessariamente, esforço ou elaboração de um projeto. Na maioria das vezes, a reciclagem é adotada pelas empresas como uma forma de racionar gastos e solucionar o acúmulo de lixo no estabelecimento. Há doze anos, a empresa J Azevedo Tratores reduziu os gastos com toalhas de limpeza em 40% ao trocar o sistema de compra pelo sistema de aluguel deste produto.

Segundo o gerente da empresa, Júlio César Felício, cerca de 200 toalhas são usadas por mês. "Como damos manutenção em tratores, usamos muito essas toalhas para a limpeza. O aluguel é muito cômodo, toda semana as toalhas são recolhidas e substituídas por outras limpas e isto evita o acúmulo de lixo e o desperdício", explica ele.

O sócio da empresa Toalheiro JR, Felício de Almeida, explica que o processo de reciclagem é simples e eficaz para o meio ambiente. "Nós recolhemos as toalhas mensalmente e fazemos a lavagem do produto de forma que este seja usado várias vezes. Quando não há como reciclar mais, mandamos para a incineração. Ao serem queimadas em aparelhos especiais, há uma redução considerável do volume de resíduos químicos evitando a contaminação dos lençóis freáticos ao serem depositadas nos aterros. No momento da lavagem, a água é tratada para que a rede de esgoto não seja contaminada com os produtos tóxicos", explica.

Transtornos

O certo paga pelo errado. No mês passado, a rede de esgoto da rua Aleixo Neto, na Praia do Canto, entupiu e transbordou pelas pias e banheiros do restaurante Spetus. Ao constatar o problema, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) informou à cliente que o despejo de óleo e detritos pela pia de outros estabelecimentos do local é o principal causador deste tipo de transtorno. Nestes casos, a produção pára e todos sofrem com o problema até que este seja resolvido.
Segundo informações da Cesan, "a gordura age como uma cola que une as partículas presentes no esgoto e, quando lançados no esgotamento sanitário obstruem a rede, causam transtornos para a população, encarecem a manutenção e prejudicam o tratamento do esgoto". Isto representa, no final do mês, o encarecimento da conta de água da população em conseqüência do aumento de gastos com manutenção.

A empresa estima que cerca de 50% dos problemas na rede coletora são causadas por lançamento de óleo e resíduos no esgoto pelos consumidores. Isto é agravado em áreas que concentram restaurantes e estabelecimentos comerciais. O que, no orçamento mensal, representa cerca de 20% no encarecimento da despesa com manutenção, como explica o gerente de Coleta e Tratamento de Esgoto da Cesan, Dalton Ramaldes em uma matéria divulgada no mês passado, no site da empresa.

Lei Verde

A consciência ecológica nem sempre é adotada de forma espontânea por parte das empresas. Há décadas, o uso de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais é questionado por ambientalistas devido aos longos 500 anos que elas levam para se decompor. Mas, este consumo está com os dias contados no Espírito Santo. Isto porque a lei 8745, sancionada em 2007, estipula que as empresas devem substituir as sacolas plásticas comuns por sacolas biodegradáveis até o dia 12 de dezembro deste ano. Em caso de descumprimento do prazo, o infrator pode ser multado em R$ 3 mil reais. Em caso de reincidência o valor é dobrado.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente explica por nota que "entende-se por embalagem plástica oxi-biodegradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor e posterior capacidade de ser biodegradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos".

Coleta Seletiva Solidária

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), começou em junho deste ano a aplicação do programa piloto da "Coleta Seletiva Solidária". A ação visa reduzir os poluentes pelo uso indevido do lixo e desviar o destino deste, do aterro sanitário para empresas de reciclagem.

Segundo informações da Gerente de Educação Ambiental da Seama, Lívia Ross, o projeto já diminuiu o consumo mensal de copos descartáveis em mais de 400%, passando de 23 mil para 5,4 mil através da conscientização dos funcionários públicos do setor. E, além desta conquista para o meio ambiente, 23 famílias estão lucrando com o material reciclável gerado na Seama através do Projeto Cariacica Recicla, associado ao programa piloto.

Econegócio

Para quem deseja ter o próprio negócio com a reciclagem, a forma mais segura, inicialmente, é estar dentro de uma incubadora de empresas. Pioneira no Espírito Santo, a Incubalix é a única empresa que dá suporte ao econegócio no Brasil e tem tido bons resultados. Atualmente, sete empresas integram o projeto e as vagas não são limitadas. Para saber mais sobre a Incubalix, o telefone de contato é: (27) 2123-7732 ou no site da incubadora.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Seama) está capacitando através de cursos de reciclagem. O próximo curso acontece nos dias 27 e 28 de novembro, na Sede da Seama, em Jardim América. As aulas são gratuitas e as inscrições já estão abertas. Quem tiver interesse pode se inscrever pelo telefone (27) 3136-3515.

Onde doar

Associação de Catadores de Nova Rosa da Penha
Telefone: (27) 3284-6095

Onde vender

Recicla Vitória
Comércio e transporte de materiais metálicos, plásticos, ferragens e ferramentas
Endereço: Br. 101, s/n, Laranjeiras Velha, Serra
Telefones: (27) 3318-2688 / (27) 9981-7866


Ekos Tecnologia
Comércio, reciclagem e fabricação de artefatos plásticos, embalagem de papelão ondulado, materiais metálicos e papel.
Endereço: Av. Quarta Avenida, 01,Jardim Limoeiro, Serra
Telefones: (27) 3243-0737 / (27) 8125-9904

Biopetro
Coleta, transporte e destinação de resíduos perigosos
Endereço: R. Jaburu, 73, Novo Porto Canoa, Serra
Telefones: (27) 3298-3900 / (27) 3298-3904 / (27) 8829-0070

Toalheiro JR
Alguel de toalhas de limpeza recicláveis
R. Manaus, Alterosas, Serra
Telefones: (27) 3328-4650 / (27) 3229-4772

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