quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Saiba como economizar na sua empresa com atitudes ecológicas

26/11/2008 - 09h25 ( - Redação Gazeta Rádios e Internet)
 Flávia Lommez

Em meio a duas crises mundiais, econômica e ambiental, há quem consiga driblar os maus costumes com atitudes ecologicamente corretas e ainda ganhar dinheiro com isto. A administradora e sócia do restaur
ante Spetus Bárbara Lube explica que implantou o projeto "Cozinha Ecologicamente Correta" no negócio e já obteve um lucro de R$ 3.456 reais por ano vendendo óleo, papel, embalagens e latas.

Ela constatou que, nos três últimos meses, reduziu em 56% o consumo de água, chegando a economizar R$ 736 reais na despesa mensal. "Não precisei gastar em torneiras com desligamento automático. O que fiz foi simples e qualquer um pode fazer. Realizo palestras de conscientização para os funcionários e informo aos clientes, através do mural na parede do restaurante, sobre a importância da preservação através da reciclagem e da economia dos recursos que disponibilizamos", explica.

Saiba mais sobre o projeto "Cozinha Ecologicamente Correta"


A empresária Bárbara Lube admite que está longe do ideal, mas acredita que o processo de implantação deste projeto não é rápido e requer adaptação aos novos hábitos. "É importante que os donos saibam como instruir os funcionários e difundir esta idéia. No começo há certa dificuldade, te chamam até de 'mão de vaca' quando você quer poupar. Mas com o tempo eles aprendem a levar este aprendizado para casa", conclui.

Adotar medidas ecologicamente corretas não significa, necessariamente, esforço ou elaboração de um projeto. Na maioria das vezes, a reciclagem é adotada pelas empresas como uma forma de racionar gastos e solucionar o acúmulo de lixo no estabelecimento. Há doze anos, a empresa J Azevedo Tratores reduziu os gastos com toalhas de limpeza em 40% ao trocar o sistema de compra pelo sistema de aluguel deste produto.

Segundo o gerente da empresa, Júlio César Felício, cerca de 200 toalhas são usadas por mês. "Como damos manutenção em tratores, usamos muito essas toalhas para a limpeza. O aluguel é muito cômodo, toda semana as toalhas são recolhidas e substituídas por outras limpas e isto evita o acúmulo de lixo e o desperdício", explica ele.

O sócio da empresa Toalheiro JR, Felício de Almeida, explica que o processo de reciclagem é simples e eficaz para o meio ambiente. "Nós recolhemos as toalhas mensalmente e fazemos a lavagem do produto de forma que este seja usado várias vezes. Quando não há como reciclar mais, mandamos para a incineração. Ao serem queimadas em aparelhos especiais, há uma redução considerável do volume de resíduos químicos evitando a contaminação dos lençóis freáticos ao serem depositadas nos aterros. No momento da lavagem, a água é tratada para que a rede de esgoto não seja contaminada com os produtos tóxicos", explica.

Transtornos

O certo paga pelo errado. No mês passado, a rede de esgoto da rua Aleixo Neto, na Praia do Canto, entupiu e transbordou pelas pias e banheiros do restaurante Spetus. Ao constatar o problema, a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) informou à cliente que o despejo de óleo e detritos pela pia de outros estabelecimentos do local é o principal causador deste tipo de transtorno. Nestes casos, a produção pára e todos sofrem com o problema até que este seja resolvido.
Segundo informações da Cesan, "a gordura age como uma cola que une as partículas presentes no esgoto e, quando lançados no esgotamento sanitário obstruem a rede, causam transtornos para a população, encarecem a manutenção e prejudicam o tratamento do esgoto". Isto representa, no final do mês, o encarecimento da conta de água da população em conseqüência do aumento de gastos com manutenção.

A empresa estima que cerca de 50% dos problemas na rede coletora são causadas por lançamento de óleo e resíduos no esgoto pelos consumidores. Isto é agravado em áreas que concentram restaurantes e estabelecimentos comerciais. O que, no orçamento mensal, representa cerca de 20% no encarecimento da despesa com manutenção, como explica o gerente de Coleta e Tratamento de Esgoto da Cesan, Dalton Ramaldes em uma matéria divulgada no mês passado, no site da empresa.

Lei Verde

A consciência ecológica nem sempre é adotada de forma espontânea por parte das empresas. Há décadas, o uso de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais é questionado por ambientalistas devido aos longos 500 anos que elas levam para se decompor. Mas, este consumo está com os dias contados no Espírito Santo. Isto porque a lei 8745, sancionada em 2007, estipula que as empresas devem substituir as sacolas plásticas comuns por sacolas biodegradáveis até o dia 12 de dezembro deste ano. Em caso de descumprimento do prazo, o infrator pode ser multado em R$ 3 mil reais. Em caso de reincidência o valor é dobrado.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente explica por nota que "entende-se por embalagem plástica oxi-biodegradável aquela que apresente degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor e posterior capacidade de ser biodegradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos".

Coleta Seletiva Solidária

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), começou em junho deste ano a aplicação do programa piloto da "Coleta Seletiva Solidária". A ação visa reduzir os poluentes pelo uso indevido do lixo e desviar o destino deste, do aterro sanitário para empresas de reciclagem.

Segundo informações da Gerente de Educação Ambiental da Seama, Lívia Ross, o projeto já diminuiu o consumo mensal de copos descartáveis em mais de 400%, passando de 23 mil para 5,4 mil através da conscientização dos funcionários públicos do setor. E, além desta conquista para o meio ambiente, 23 famílias estão lucrando com o material reciclável gerado na Seama através do Projeto Cariacica Recicla, associado ao programa piloto.

Econegócio

Para quem deseja ter o próprio negócio com a reciclagem, a forma mais segura, inicialmente, é estar dentro de uma incubadora de empresas. Pioneira no Espírito Santo, a Incubalix é a única empresa que dá suporte ao econegócio no Brasil e tem tido bons resultados. Atualmente, sete empresas integram o projeto e as vagas não são limitadas. Para saber mais sobre a Incubalix, o telefone de contato é: (27) 2123-7732 ou no site da incubadora.
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Seama) está capacitando através de cursos de reciclagem. O próximo curso acontece nos dias 27 e 28 de novembro, na Sede da Seama, em Jardim América. As aulas são gratuitas e as inscrições já estão abertas. Quem tiver interesse pode se inscrever pelo telefone (27) 3136-3515.

Onde doar

Associação de Catadores de Nova Rosa da Penha
Telefone: (27) 3284-6095

Onde vender

Recicla Vitória
Comércio e transporte de materiais metálicos, plásticos, ferragens e ferramentas
Endereço: Br. 101, s/n, Laranjeiras Velha, Serra
Telefones: (27) 3318-2688 / (27) 9981-7866


Ekos Tecnologia
Comércio, reciclagem e fabricação de artefatos plásticos, embalagem de papelão ondulado, materiais metálicos e papel.
Endereço: Av. Quarta Avenida, 01,Jardim Limoeiro, Serra
Telefones: (27) 3243-0737 / (27) 8125-9904

Biopetro
Coleta, transporte e destinação de resíduos perigosos
Endereço: R. Jaburu, 73, Novo Porto Canoa, Serra
Telefones: (27) 3298-3900 / (27) 3298-3904 / (27) 8829-0070

Toalheiro JR
Alguel de toalhas de limpeza recicláveis
R. Manaus, Alterosas, Serra
Telefones: (27) 3328-4650 / (27) 3229-4772

domingo, 23 de novembro de 2008

Injustiça do Trabalho


A Justiça do Trabalho está tentando resolver seu problema de ineficiência e falta de qualidade para separar o "joio do trigo", através do poder econômico, para o delírio de reclamantes profissionais e advogados "oportunistas". 
As pequenas e médias empresas, 90% delas, terão de "engolir" todas as decisões judiciais de primeira instância, pois, segundo o Ato TST n.o 371 de 5/8/2004, assinado pelo ministro Vantuil Abdala, presidente do TST, os novos valores que as empresas terão de pagar, para usar seu direito constitucional de recorrerem, são simplesmente proibitivos: R$4.401,76 para interposição de recurso ordinário e R$ 8.803.52 para interposição de recursos de revista, embargos e recurso extraordinário. 
São medidas como esta e a penhora online que alavancam o emprego e a economia informal. Ennínio Alves de Lima Neto, São Paulo"

Quero mostrar também que as provas do empregador valem menos que as mentiras do empregado, ou seja o empregado fala o que quer e o empregador que se "lasque" para provar o contrário. 
Falar também sobre o cerceamento de defesa, pois quando se está discutindo (na verdade aceitando tudo) o juiz ignora suas provas e entende que o empregado é o coitadinho da relação é a vítima e muitas vezes é um vagabundo que juntamente com advogados insanos tiram dinheiro fácil de quem sofre para conseguir e o juiz não está nem aí se não concordar recorre senão faz acordo.

E....., "na Justiça do Trabalho, vale mais uma mentira do reclamante que vinte verdades da reclamada".

E no entanto "É impossível ter um juiz condenado ou disciplinado para incompetência, abuso de poder, arrogância, ou decisões arbitrárias e injustas. Um processo contra um juiz tem que ser apresentado ao Corregedor do Tribunal Regional para qual pertence a Vara.

Esta já é uma causa perdida, porque todos os juízes saem do mesmo saco de farinha. Até mesmo quando um Corregedor concorda que o juiz estava em erro, nada é feito para retificar a situação. Eu nunca vi tal descuido flagrante pela lei como foi manifestado pelos juizes da Justiça do Trabalho.
Quando, alguns anos atrás, um ex-presidente do Conselho Nacional da OAB em Brasília declarou que o povo brasileiro está sendo julgado por um bando de idiotas, ele soube sobre o qual ele estava falando.
O mesmo sistema de protecionismo entra em força quando alguém quiser processar um advogado. Ele é julgado pela OAB do Estado no qual ele advoga. Uma perda de tempo! Um advogado não tem nenhuma obrigação para respeitar os códigos de éticas. Na realidade ele é quase imune a qualquer ação legal contra ele.

 A Justiça existe para fazer justiça. Castigar os culpados e proteger os inocentes. Quando ela não faz, então ela não é mais uma Justiça mas uma Tirania Judicial."(Werner von Domarus)

Para completar:

O advogado Batuíra Pedroso argumenta que o trabalhador entra na Justiça contra a empresa até por motivos emocionais. “A maioria das ações trabalhistas é movida por demitidos. Eles precisam provar à família, ao mundo e a si mesmos que perderam o emprego porque houve uma injustiça”

“A lei precisa ser modernizada, mas isso não significa retirar direitos dos trabalhadores”

 Significa fazer o certo e pagar pelo  certo e não pelo errado. Que empregadores que honram com seus compromissos não sejam julgados como aqueles que descumbrem a legislação e são desumanos. 


CHEGA DE TANTA INJUSTIÇA

Barbara Lube, administradora e vítima das injustijas da justiça do trabalho.

AS INJUSTIÇAS DA JUSTIÇA

Luiz Gonzaga de Sousa


Espera-se que a justiça dos homens seja a mesma justiça divina tendo em vista que, justiça deve ser justiça em todos os sentidos, e deve refletir o pensamento do criador de tudo que acontece e existe no planeta terra, sem esquecer o nível moral a que os povos estão submetidos. Clama-se muito por justiça, porém, não se conhece plenamente o seu sentido epistemológico, cujos filósofos pensadores em todos os tempos, não conseguiram ainda delimitar o que se entende por justiça, cujas injustiças tomam posição. Nos países onde existe a pena de morte, quantos crimes foram cometidos em nome da justiça, no entanto se sabe que inocentes foram executados, e o verdadeiro criminoso continua a praticar os seus delitos, sem aqueles que fazem a justiça os importunarem.

Uma lista muito grande de juízes e promotores jovens, obviamente tem dado conta de seu trabalho. Por outro lado, um número bastante expressivo desses mesmos profissionais trabalha com uma ditadura insuportável, correndo até o risco de que alguém possa se investir contra eles. Não se pode trabalhar sem primeiro buscar ouvir ao máximo que puder, para em seguida extrair as suas próprias conclusões, mesmo que não sejam necessárias e suficientes. Somente a humildade é o bastante, para que se possa trabalhar seriamente. Entrementes, pode-se ter a justiça, ao se aproximar muito dela com paciência, e não se ter a dicotomia de uma sociedade desigual onde existe justiça com injustiça, pois se isto acontecer, a vida social transforma-se em uma baderna incontrolável.

Não é importante ver as aparências, aquilo que alguém diz que ocorreu, e existem indícios. Isto significa dizer que a pessoa não se pode levar pelas emoções, esquecendo que a veracidade dos fatos tem que estar sempre presente, e a tomada de decisão frente a um problema social, não deve tender para um dos lados. Deve-se compreender o contexto em que esta questão foi submetida e tentar dentro do possível, dá ajuda aos envolvidos na questão ao ser o mais coerente no uso da razão, que corrige ajudando e não penaliza, degradando aquele que já se acha humilhado. É uma missão difícil, a de julgar alguém, ao se ver que todos participam de uma mesma situação de maledicência e inferioridade, e é nisto que acontecem as injustiças, por conseqüência, uma aplicação desigual da Lei que deveria ser uniforme para todos.

Não se deseja que juízes e promotores vivam sob o comando de religiões que não ensinam as boas maneiras de ser, de viver e de participar de uma sociedade, quer seja desajustada ou não, tal como às condições individuais de cada grupo que ainda não compreendeu o porquê de sua existência. Exige-se que as pessoas que tenham o poder de julgar, não possam aplicar Leis que eles próprios não utilizam para o seu auto-julgamento. Pois os delitos de autoridades que aplicam as Leis não têm a sua punição igualmente como réu, porque os seus colegas não deixam que isto aconteça. Isto é um fato inconteste, não somente quanto a juizes e promotores, mas do mesmo modo, com policiais civis ou militares que abusam de sua autoridade e não têm qualquer punição, pois para tal caso a própria Lei lhes protege.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ninguém desmoraliza o Judiciário!

Sérgio Couto *

As CPIs em curso têm revelado alguns tropeços morais de uns poucos integrantes da magistratura nacional. A divulgação dessas notícias tem sido interpretada por alguns magistrados como uma campanha orquestrada pela imprensa, visando a desmoralizar o Poder Judiciário. Seguramente não se trata disso. Notícias são notícias. O Poder Judiciário e as demais instituições democráticas são indesmoralizáveis. Desmoralizáveis são, sim, alguns de seus integrantes - a minoria, graças a Deus! -, que, por serem humanos, cometem seus erros.

Ninguém está orquestrando nada. É dever cívico de todo cidadão responsável denunciar os desvios cometidos pelos integrantes de qualquer dos três poderes constituídos e exigir as punições correspondentes. Criminoso é calar diante da falcatrua. Isso, e não aquilo, é que enfraquece a democracia. Se assim antes já tivéssemos agido (a Itália assim fez há mais de 10 anos), talvez não estivéssemos a braços com tantas irregularidades.

O povo brasileiro tem demonstrado ter maturidade suficiente para superar suas crises institucionais, sem resvalar para o arbítrio. Tanto é que defenestrou, pacificamente, um presidente da República. Tem cassado e encarcerado parlamentares, policiais e militares corruptos, sem que as instituições tremam. Por que, então, seria diferente com a magistratura? Os membros do Poder Judiciário não são intocáveis. Estão pagando, sim, um alto preço pelo erro crasso de terem se feito passar por vestais.

Ao longo de meus 30 anos de esforçado exercício ininterrupto da advocacia, tenho colecionado bons e maus exemplos provindos dos membros da magistratura. Mais bons do que ruins, afirmo por dever de Justiça. Digam o que digam, aconteça o que acontecer, nossa magistratura é boa. Mas não é infalível. Por isso, como advogado e como cidadão, sinto-me autorizado a fazer críticas que faço, exercendo construtivamente o sagrado direito que todos nós temos, de discordar e apontar o que se acha ser errado.

Há algumas semanas fui condenado pela Justiça do Trabalho a devolver os honorários profissionais que recebi há mais de cinco anos, decorrentes de muito dispendioso e sacrificado trabalho, sob o argumento de que outros trabalhadores, que nunca me prestaram serviço, deveriam receber primeiro que eu. Eu agira, portanto, em fraude a credores. Muito bem. Os advogados de nosso escritório vivem exclusivamente de seus honorários. Nada recebemos dos cofres públicos. Somos trabalhadores honestos como quaisquer outros. Nosso trabalho honrado não é melhor nem pior do que nenhum outro. Recebemos legalmente o que nos era devido porque trabalhamos honestamente para ganhar. Não enganamos ninguém, não trapaceamos, não fizemos nada ilegal, imoral ou aético. Mas fomos condenados a devolver e teremos de recorrer para corrigir a iniqüidade, até para repor nossa honra atassalhada.

Nem por isso tenho deixado de defender a preservação da Justiça do Trabalho, mesmo sabendo que, aqui no Pará, alguns juízes trabalhistas não respeitam os advogados nem as partes. Usam termos grosseiros e mal educados em suas sentenças, achando que detêm o monopólio da honestidade e da inteligência. A OAB, que presidi, sempre lutou para modificar esse estado de coisas e, invariavelmente, tem estado defendendo a Justiça do Trabalho como instituição. Nada obstante, ninguém pode calar diante da decisão dos integrantes do TRT-8ª Região (dos quais os representantes da OAB, graças aos Céus, se apartaram), de se autopremiarem com um aumento de quase 200% de seus vencimentos, alegando estarem "defendendo o seu" (não tão "seu" assim, porque se trata de dinheiro público, do contribuinte).

No meu caso, o meu era meu mesmo, e não do contribuinte. Os juízes do TRT-8ª Região ficaram injuriados com um Juiz Federal que mandou bloquear as contas correntes da entidade para evitar o saque. "Um abuso de poder!" declarou publicamente seu digno Presidente. Que posso eu dizer, por terem bloqueado meus bens? A verdade é a seguinte: é um grosseiro sofisma dizer que "sentença não se discute". Qualquer sentença pode e deve ser discutida, sim! Eu não tenho a menor vergonha de falar publicamente da covardia que praticaram comigo. Se o juiz tem o direito de me criticar na sentença e mandá-la para os jornais, tenho eu o direito de falar deles o que penso e publicar em meus artigos.

Os juízes não são melhores nem piores cidadãos que eu. Envergonhado ficaria eu, sim, se tivesse praticado alguma desonestidade, algum abuso de poder ou me aproveitado ilicitamente de meu poder de decidir. Eu, depois de tudo, continuo não tendo nada a temer. Repetiria e repetirei mil vezes o que fiz, porque isso é o meu legítimo e honrado ganha pão. E agora? Recorre, direis! Recorrerei, sim! - respondo.

Mas fica a pergunta que não se cala: o que não deve estar acontecendo com os profissionais liberais, empresários e empregadores em geral, que movem a economia, quando são levados às barras da Justiça do Trabalho, às vezes por pilantras que de lá saem com os bolsos recheados de dinheiro moralmente sujo, porque a JT nunca dá razão ao empregador? Tem-se que acabar com essa história de que decisão judicial não se discute. Se assim devesse ser, os 200% de aumento dos juízes do TRT-PA; os milhões dissipados pelo TRT-SP; o comércio de sentenças do TJE do Mato Grosso; o assassinato do juiz mato-grossense; os processos desaparecidos do TJE-PA, (parabéns, César!); as falcatruas judiciais do INSS; as gangues do Piauí; os desmandos do TJE-ES e as muitas outras bandalheiras judiciais que estão vindo à tona e ainda vião em jorro estariam por aí até hoje abafadas. E nós, cidadãos contribuintes, roubados, mortos ou moralmente estuprados.

O que temos assistido não é nenhuma campanha de desmoralização do Judiciário. Ao contrário, é de moralização, mesmo! E deve continuar! * Advogado, ex-presidente da OAB-PA

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Aula de reciclagem

Chega de dúvidas na hora de separar os materiais para a reciclagem. Duas lixeiras em casa dão conta do recado. Descubra ainda como reduzir seu lixo e o que fazer com pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e outros materiais que também pedem um descarte adequado. Aproveite as dicas e fique em dia com sua consciência e com o planeta

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Por Giuliana Capello
Revista Casa Claudia - 10/2008

Que tal uma reflexão rápida: você saberia dizer quantos materiais já jogou no lixo hoje? Do início ao fim do dia, nosso ir e vir vai deixando rastros para trás: embalagens de biscoitos, de produtos de higiene, copinhos de café, sacolas plásticas, restos de alimentos, papéis e tantos outros vestígios que até perdemos a conta. Calcula-se que uma pessoa produza, em média, 1,5 kg de resíduos por dia. Todo esse peso – muito maior hoje do que algumas décadas atrás – destrói o meio ambiente e recai sobre a economia do planeta, condenada a destinar cada vez mais recursos para medidas que são apenas paliativas, uma vez que a solução definitiva está longe de aparecer. 


DESEJO ACELERA O DESCARTE
Annie Leonard, especialista em saúde ambiental, mostra em seu recente filme, The Story of Stuff (A Estória das Coisas, www.storyofstuff.com), um dado impressionante: apenas 1% dos produtos consumidos nos Estados Unidos continuam existindo seis meses após a compra. “Vivemos numa sociedade em que tudo é descartável. É preciso caminhar para uma sociedade do durável”, diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu. Criar produtos de vida longa é um dos princípios do ecodesign, que preza a possibilidade de desmontá-los para troca e manutenção, evitando o descarte total. “O problema é que o modismo torna o design efêmero. Quando o consumidor vê um novo visual ou jeito de usar um produto, joga fora o que supostamente ficou inadequado, mesmo que ainda funcione”, explica o professor e pesquisador de ecodesign Antônio Eduardo Pinatti. 

 


A PRÁTICA DOS TRÊS RS
A dica, portanto, é dar preferência a produtos mais duráveis. “Resistir à moda de trocar o celular em menos de dois anos, por exemplo, como faz a maioria dos brasileiros, é outra atitude que ajuda bastante”, diz Heloísa Mello. No dia-a-dia, minimizar o impacto de seu lixo na natureza envolve três lições básicas: 1) reduzir a quantidade de resíduos (veja algumas dicas no quadro à direita); 2) reutilizar materiais, transformando papéis usados em blocos de anotações ou sacolas plásticas em recipientes para o lixo orgânico; e 3) reciclar o que pode ganhar vida nova se for separado adequadamente e destinado à coleta seletiva. 


COMO TRATAR OS RECICLÁVEIS
Separar os recicláveis é mais simples do que parece. Entram nessa lista os plásticos em geral, papéis, vidros e metais (latas de bebidas e alimentos). “Não precisa colocar cada grupo em cestos distintos. Essa triagem é feita pelas cooperativas do setor. Basta separá-los do lixo orgânico. Ou seja, duas lixeiras bastam”, diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Remova restos de comida ou outro produto com uma colher ou guardanapo usado. “Uma dica é, ao lavar a louça, colocar as embalagens no fundo da pia e depois passar um fio de água”, ensina Vilhena. Compactar as embalagens poupa espaço em casa e otimiza o transporte. “No caso dos vidros, evite quebrá-los e proteja-os com jornal ou caixa de papelão”, lembra Roberta Martins Saviolo, técnica de reciclagem da Abividro (Associação Brasileira da Indústria de Vidro). Se possível, identifique-os com caneta para evitar acidentes com os catadores. 

A DESTINAÇÃO DOS ORGÂNICOS
Nas cidades, o lixo orgânico representa de 40 a 60% do total de resíduos. São restos de comida, folhas e podas de jardim.

 

 

BOM PARA A NATUREZA

No Brasil, 1/3 dos alimentos vai para o lixo. Por isso, combater o desperdício é a melhor maneira de reduzir esse volume no meio ambiente. “Antes de comprar, pense no cardápio da semana e compare a data de validade do produto com o tempo estimado para seu consumo”, sugere Heloísa Mello. Além disso, sobras de alimentos podem virar sopas, bolinhos, compotas e geléias. Outra opção é ter uma composteira em casa para transformar o lixo orgânico em composto e adubo para as plantas. Várias ONGs trabalham com diferentes modelos para casas e até apartamentos. O projeto Minhocasa (saiba mais na pág. 126), por exemplo, vende um kit de compostagem caseira com minhocas. 


O QUE VAI PARA POSTOS DE COLETA
Sabe aqueles materiais que não se encaixam nas lixeiras coloridas de coleta seletiva? O que fazer com eles? Há casos em que a legislação obriga os fabricantes a recolher os produtos pós-consumo. Em outros, é o consumidor quem precisa se conscientizar para descartá-lo corretamente. Nem tudo está resolvido, mas já existem boas práticas para lidar com esse lixo. 

ÓLEO DE COZINHA
Despejado na pia, 1 litro de óleo usado contamina até 20 mil litros de água. Jogá-lo no lixo também não é uma boa opção, pois ele pode vazar no solo, já que muitas cidades não têm aterro sanitário. Uma solução é fazer sabão em casa (vários sites trazem receitas simples). Se for descartar, armazene num recipiente e doe a entidades que reciclam o óleo para fabricar sabão e biocombustíveis. Na região do ABC paulista, o Instituto Triângulo recolhe o óleo nas residências e doa o sabão feito pela entidade. 

EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
Anualmente, o descarte de computadores gera 50 milhões de toneladas de lixo potencialmente tóxico, já que contém metais pesados. Antes de jogar fora seu PC, tente doar a alguém que poderá fazer uso dele. “Procure manter a máquina por mais tempo, fazendo um upgrade”, sugere Heloísa Mello. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática e o projeto Metareciclagemrecebem doações de computadores em várias cidades do Brasil. 

LÂMPADAS FLUORESCENTES
Lâmpadas incandescentes não oferecem riscos ambientais e devem ser descartadas com o lixo comum. Já as fluorescentes, que contêm mercúrio, merecem um tratamento mais cuidadoso. Algumas empresas desenvolveram tecnologia para a descontaminação e reciclagem do produto, mas poucas cidades têm acesso a esses serviços. Por isso, o melhor a fazer é embalar a lâmpada num saco plástico e colocá-la no lixo orgânico. Veja a lista de empresas que coletam lâmpadas de mercúrio no site do projeto Coleta Seletiva Solidária, do governo federal. 

PILHAS E BATERIAS DE CELULAR
As baterias de celular contêm metais pesados perigosos e devem ser entregues pelo consumidor em assistências técnicas autorizadas pelo fabricante ou em postos de coleta. Para pilhas e baterias comuns, a melhor opção são as recarregáveis. A legislação brasileira desobriga o recolhimento pós-consumo por fabricantes que garantem pequenas quantidades de metais pesados nos produtos. “O problema são as pilhas importadas e pirateadas, que costumam ultrapassar esse limite. essas não devem ser compradas”, afirma André Vilhena. Nos aterros, elas não causam danos ambientais porque não entram em contato com o solo e a água. Em cidades que ainda mantêm lixões a céu aberto, o ideal é procurar locais que recolhem pilhas usadas. O site do Ministério do Meio Ambiente traz uma lista com os postos de entrega em todo o país.

ISOPOR 
Diferentemente do que se imagina, o EPS (poliestireno expandido) e o XPS (poliestireno extrudado) são recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. “Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto”, diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida. Em Santana do Parnaíba, SP, a Associação Vila Esperança de Materiais Recicláveis (www.avemare.org.br) é uma das cooperativas que recebem o material. 

TINTAS E VERNIZES 
Latas com restos de tintas, vernizes, impermeabilizantes e outros materiais de construção podem conter substâncias tóxicas e, por isso, não são recicláveis nem devem ser destinadas à coleta municipal de lixo. Se estiver construindo ou reformando sua casa, separe as sobras desses materiais para os caçambeiros, que levam entulho de construção civil para aterros de inertes, apropriados para receber esse tipo de produto. Consulte na prefeitura de sua cidade a lista de empresas habilitadas. 

NEM TUDO SE RECICLA 
Por mais que sua consciência esteja atenta para o problema do lixo, alguns materiais não devem ser colocados entre os recicláveis, e sim acrescentados ao lixo orgânico. No grupo dos papéis, não é possível reciclar celofane, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, papel-carbono, papel vegetal, papel para fax e papéis encerados ou plastificados, além de papel higiênico, guardanapo e papéis muito engordurados. Já entre os plásticos, poucos ficam de fora. São eles: as embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos e biscoitos) e os plásticos chamados termofixos, usados na fabricação de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos. 

TRANSFORMAR É A SOLUÇÃO 
Espelhos, cristais, tubos de TV e de computadores, ampolas de medicamentos, cerâmicas e porcelanas também não retornam ao ciclo produtivo. O mesmo acontece com os vidros de janelas e de automóveis, embora eles possam ser doados ou até vendidos para lojas que revendem material de demolição para a construção civil. Na família dos metais, quase tudo se recicla, com exceção de esponjas de aço, tachinhas, clipes, grampos, pregos e canos. Como reduzir ainda é a melhor saída, use sua criatividade para transformar alguns desses produtos em peças de artesanato. O planeta agradece! Só mais um detalhe: se em sua casa os resíduos orgânicos vão para uma composteira, separe os materiais não recicláveis citados em sacos plásticos e entregue à coleta pública de lixo.